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Tango

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A origem do tango, assim como a de outros ritmos, é popular, sofrendo preconceito inicial por parte da camada mais favorecida da população. É uma dança sensual, trágica, elegante e performática, em que a emoção prevalece.

Origem da palavra tango: Tangô, imitação da batida no tambor (africano). O nome designava a música e o local onde se dançava.

A primeira música: Surgiu no final de 1880.

Algumas ramificações do tango

  • Tango de salão;
  • Tango-dança (tango de espetáculo);
  • Tango-valsa (diferente de valsa vienense);
  • Milonga (além de ser um ritmo, é o local onde se dança tango, tango-valsa e milonga).

Origens e evolução

O tango apareceu em Buenos Aires a partir do final do século passado derivando da habanera, da milonga e de certas melodias populares européias. Nos salões, ele começou a ser dançado nas décadas de 30 e 40.

A maneira de dançar o tango foi se modificando e evoluindo de acordo com a época. Entre 1870/1900, dançava-se uma coreografia sem música definida (podia ser valsa, polka ou habanera). É a partir do fim de 1880 que surge o tango como música.

A coreografia que se dançava era totalmente improvisada, com muitas paradas chamadas “cortes” (o dançarino parava de dançar para fazer poses com a sua parceira) e “quebradas” ( movimentos de cintura imitados dos negros). Os pares dançavam muito unidos, o que era escândalo para a época. É desta época a figura chamada de “parada”.

Nos séculos XVII e XVIII dois tipos de ritmos de influência estrangeira se firmam como sustentáculos da música brasileira: o lundu, de origem africana com base no batuque e a modinha de origem portuguesa.

Para alguns o lundu é o precursor do maxixe – um dos primeiros ritmos da dança de salão brasileira. Outros acham que a polca (dança de salão da Boêmia que tornou-se mania no Rio de Janeiro no século XIX) e a habanera (dança cubana) exerceram grande influência para a formação do maxixe. Nessa época, também surgia o choro, gênero de interpretação musical carioca.

O maxixe era dançado em gafieiras e cabarés e não era bem visto pela sociedade, pois não atendia à moral e aos bons costumes da época. Nesses recintos os homens de status buscavam diversão com mulheres de classes inferiores ou meretrizes. Era uma dança coreograficamente difícil de ser bem dançada, exigindo dos dançarinos um bom preparo físico. Por causa dos seus requebros, dava aos estrangeiros a impressão de sensualidade.

Nas duas décadas seguintes, o desenho realizado no chão com os pés é o que é valorizado na dança. É desta época os passos denominados “meia-lua” e “oito”. Nesta fase os pares se distanciam e os corpos formam um arco, provavelmente em função da criação do desenho no piso.

Entre 1920 e 1940, a postura dos dançarinos se modifica mais uma vez, tornando-se mais elegante; é quando surge o tango de salão. Já não interessa apenas o dançar e sim como dançar. É na década de 40 que se inicia a massificação do ritmo, pois foi quando mais se dançou o tango. Porém não houve um ganho na qualidade.

É na década de 40 que se inicia a massificação do ritmo, pois foi quando mais se dançou o tango. Porém não houve um ganho na qualidade.

Apenas nas décadas de 50 e 60 que os famosos “ganchos” e suas variações- tão popularizados no tango de apresentação- aparecem. Em 1970 a maior influência que o ritmo sofre é a do ballet clássico.

A paixão atual do mundo pelo tango se deve em grande parte pelo espetáculo “Tango Argentino” (de 1983) , produzido por Cláudio Segovia e Héctor Orezzoli, apresentado com sucesso na Europa e América. A partir deste espetáculo se revitalizou no mundo o interesse pelo aprendizado do ritmo.

Segundo Segovia o espetáculo criou o tango-dança, que não existia antes (tango como espetáculo) e despertou o interesse e o desejo de aprender a dançar. Diz também que o tango não é um ritmo que se aprende em poucas aulas.

“A colocação do corpo, a cabeça, o olhar, os ombros, os braços, o tórax, as pernas, saber caminhar com passos largos e elegantes, é um processo que pode levar muito tempo. Depois de tudo isso, pode-se começar a aprender os passos.” , completa Segovia.

No Brasil, no início deste século, o que se chamava de tango brasileiro era em realidade o maxixe, pois foi a forma que os nossos compositores encontraram para burlarem o preconceito deste ritmo genuinamente nacional e precursor do samba. Se você quiser saber mais detalhes sobre o tango recomendamos a consulta do livro História da Dança, de Luis Ellmerich e do informativo Buenos Aires Tango. O texto acima teve a valiosa contribuição do dançarino de tango Júnior.

O Tango em nosso espaço

O Tango é uma dança que nos apaixona pelo prazer do abraço. O entrelaçar complexo das pernas e pés que nos deixa atônitos só é gerado, pelo contato dos corpos conectados pelo por este abraço.

A dança que vem de nossos vizinhos argentinos; hoje, invade as “milongas”, práticas de dança e bailes, de inúmeras cidades brasileiras, onde o ritmo é o carro-chefe, chamariz para tangueiros inveterados.

O espaço de Dança Andrei Udiloff reúne uma equipe de professores especialistas em Tango e suas derivações, oferecendo aos dançarinos um planejamento de curso completo, desde o nível iniciante no Tango 1, até módulos avançados nas turmas de cores, existente há mais de seis anos.

Além disso, o aluno poderá adequar-se ao dia que melhor lhe convier, pois, temos turmas de vários níveis todos os dias da semana.

Como foi surgindo o Tango

Dentre os estilos que compõem o universo do Tango, a escola oferece:

  • Tango de Salão (estilo tradicional de tango, dançado em todos os salões de tango)
  • Tango Nuevo (estilo inovador, surgido nos últimos anos, onde novas propostas de movimento são incorporadas ao tango)
  • Milonga (ritmo mais ágil, entrecortado e precursor do tango)
  • Técnica de Tango para Mulheres (estruturação específica da técnica feminina para a dança)

Ultrapassando o tradicional cenário da rosa vermelha, do terno risca de giz, da saia com racho e meias arrastão; o Tango hoje, se recontextualiza e permite os “jeans”, tênis e o que você escolher para dançar. Lógico, se seu desejo é mesmo vestir-se de vermelho com saltos altíssimos ou sentir-se elegante em seu termo de melhor corte, vá em frente! O Tango também permite esta elaboração.

Toda esta variação de características no mundo do Tango atual, nos mostra o quanto a dança está sendo difundida em todos os lugares do mundo, por pessoas diferentes, de faixas etárias variadas, haja visto a trilha sonora de tangos eletrônicos, como Gotan Project, Otros Aires, Narcotango, etc; que contribuiu para o interesse do jovem na dança.

Para ouvir e dançar ao som de bons tangos, recomendamos o que há de melhor no gênero, Tangos de grupos “paulistanos”:

  • Gato Negro (CD Gato Negro)
  • De Puro Guapos (CD De Puro Guapos ao vivo e CD Com a corda toda)
  • Trio Jogando Tango (CD ao vivo, tá saindo agora)

GRADE DE HORÁRIOS - TANGO